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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Observatórios Sociais

"Sem adentrar no mérito ou julgar os fatos ocorridos e noticiados, é incontestável a relevância do Observatório Social nas municipalidades brasileiras em face das falhas e omissões dos gestores públicos. Os exemplos são os mais variados e comprovam o trabalho realizado por mais de 50 Observatórios Sociais no Brasil. Não é preciso numerar todos os feitos, basta acessar os endereços eletrônicos na internet ou conversar com qualquer voluntário ou representante das entidades apoiadoras. A relevância do OS aumenta quando as instituições (Vereadores, Prefeito, Secretários, Ministério Público) não conseguem fiscalizar a contento todas as irregularidades e falhas que permeiam a administração pública. Afinal, se os órgãos constituídos responsáveis aprensentassem respostas satisfatórias, não precisaria a sociedade civil se preocupar com esses assuntos e poderia reservar energias e sinergias para outros pontos também relevantes. Infelizmente, os meios de comunicação diariamente apresentam notícias de desvio das funções públicas e irregularidades. E para tanto, precisamos de observatórios sociais. Os administradores públicos conscientes de suas funções públicas deveriam olhar os integrantes dos Observatórios Sociais como parceiros e aliados na boa condução dos serviços públicos, a exemplo do que ocorre em Maringá (cidade onde surgiu o OS). Afinal, a coisa pública é de todos e todos temos o direito constitucional de saber como as coisas públicas são tratadas".

Seguem trechos do endereço eletrônico do OS de Maringá http://www.sermaringa.org.br/atuacao/lista_atuacao.php?id=8, cidade onde surgiu o OS.

"Os mantenedores do Observatório Social de Maringá são Cocamar, Sicoob, Acim, Sicredi, Porto Seco, Cesumar, Sivamar e GVT. Ainda como parceiros, o OSM conta com o apoio da Universidade Estadual de Maringá, Melhor Comunicação, Arquidiocese de Maringá, Tribunais de Contas, Receita Federal, DB1 Informática, Receita Estadual, Justiça Federal, Sistema FIEP, Proe Maringá, Rotary Club, Lions Club, Sebrae, Faciap, OAB, entre outras instituições que indiretamente apoiam o trabalho.ReconhecimentoNo dia 08 de outubro, o Observatório Social de Maringá foi premiado na etapa regional do Prêmio FINEP de Inovação 2008, vencendo na categoria Tecnologia Social. O projeto disputou ainda a etapa nacional do Prêmio cujo resultado foi divulgado no dia 10 de dezembro, em Brasília. Além do Prêmio Finep, o Observatório teve a felicidade de ter um de seus voluntários, Tutomo Tanoue, como um dos finalistas do Prêmio Voluntariado Transformador, ocorrido em Curitiba no dia 4 de dezembro de 2008.Após várias etapas classificatórias do V Concurso Experiências em Inovação Social, promovido pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe das Nações Unidas - Cepal, com apoio da Fundação Kellogg, com mais de 1.000 projetos inscritos e 13 desses classificados para a final, o Observatório Social de Maringá conquistou o 1º lugar. O evento aconteceu no campus da Universidad San Carlos de Guatemala, na Cidade da Guatemala, no dia 13 de novembro de 2009.De acordo com o júri do programa, o Observatório Social de Maringá coloca o dedo na ferida latino-americana e caribenha: a má gestão dos recursos públicos, que compromete a possibilidade do Estado investir em áreas essenciais para o desenvolvimento sustentável, como educação, saúde e estímulo à produção.O reconhecimento pela ONU do trabalho do Observatório Social de Maringá vem confirmar que o projeto está no caminho certo. Com o prêmio de Inovação Social e a divulgação do projeto pela Organização das Nações Unidas, o trabalho deverá ser aplicado em toda América Latina. Nove anos passados do maior escândalo do Município, a cidade de Maringá, mais consciente de seus direitos e deveres, passou de mais uma cidade com problemas de corrupção para cidade referência no trato com o “dinheiro do público”. Mas ainda temos muito que avançar... Com a boa aplicação dos recursos públicos, a sociedade paga seus impostos e a administração pública reverte esses valores em qualidade de vida à população. "

sábado, 2 de abril de 2011

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Investir em atividades sustentáveis pode ajudar a combater pobreza, defende ONU

O investimento de 2% da atual riqueza mundial em setores que estimulem o desenvolvimento sustentável pode levar a economia global a crescer acima do limite máximo imposto pelo atual modelo econômico, ajudando no combate à pobreza e ao desperdício. A conclusão consta de um relatório do Programa das Nações Unidas para o Ambiente (Pnuma) que contesta o argumento de que investimentos ambientais retardariam ou impediriam o crescimento econômico. O relatório Rumo a uma Economia Verde: Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável e a Erradicação da Pobreza, divulgado hoje (21) e disponível na internet, aponta a agricultura, o setor de construção, de abastecimento de energia, a pesca, silvicultura, indústria, o turismo, os transportes, o manejo de resíduos e o abastecimento de água como áreas fundamentais para tornar a economia global mais sustentável, ou seja, que contribua para melhorar o bem-estar das populações e diminuir as desigualdades sociais, reduzindo também os riscos ambientais. Segundo o documento que será apresentado a ministros do Meio Ambiente de mais de 100 países durante a abertura do Fórum Global de Ministros do Meio Ambiente, promovido pelo Conselho de Administração do Pnuma, o redirecionamento por meio de políticas nacionais e internacionais de cerca de US$ 1,3 trilhão anuais para iniciativas sustentáveis beneficiaria não apenas os países desenvolvidos, mas principalmente os em desenvolvimento. Nessas localidades, em alguns casos, cerca de 90% do Produto Interno Bruto (PIB) estão ligados à natureza ou a recursos naturais como a água potável, que se quer preservar. O estudo indica que, atualmente, o mundo gasta entre 1% e 2% do PIB global subsidiando atividades que, a médio e longo prazo, tendem a esgotar o recursos naturais, tais como o atual modelo de agricultura, pesca e de dependência de combustíveis fósseis. De acordo com o relatório, grande parte dessas ações contribui para intensificar os danos ambientais e ampliar a ineficiência da economia global e parte dos recursos necessários para os investimentos em soluções poderia vir do que seria poupado combatendo os desperdícios. Ou seja, a transição para a Economia Verde envolve políticas e investimentos que desassociam o crescimento econômico do consumo intensivo de materiais e energia. Como exemplo, o estudo cita o Brasil, onde a reciclagem já gera retornos de U$S 2 bilhões anuais ao mesmo tempo em que evita a emissão de 10 milhões de toneladas de gases de efeito estufa. O Pnuma acredita que, com o estímulo de políticas públicas adequadas, mais vagas de trabalho serão criadas em nova atividades econômicas como as ligadas à produção de energia renovável e de agricultura renovável, compensando os empregos que fatalmente serão extintos devido ao esgotamento do atual modelo, caso da pesca, setor em que, segundo o relatório, subsídios de pelo menos U$S 27 bilhões ao ano acabaram por fazer com que a captura de pescados superasse em duas vezes a capacidade de reprodução deles. Fonte: Agência Brasil

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Sociologia

A sociologia é “esse modo de pensar que se declara disposto a penetrar o desconhecido”. (Émile Durkheim, As regras do método sociológico, 1896)

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Sociologia Judiciária

Em 2011 vou passar a escrever no blog sobre sociologia no âmbito do direito e do judiciário

Aguardem....

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Uma agenda global contra-hegemônica

O poder emanado do mercado e do capital constantemente mostram sinais de força e organização na sociedade capitalista. A tentativa de construção da agenda global representa um destes sinais. A força da globalização capitalista contribui para acentuação das desigualdades sociais e da resdistribuição dos bens e valores. Em contrapartida, é urgente e necessário que as forças da globalização contra-hegemônica (conceito defendido por Boaventura de Sousa Santos) possam se orgnaizar e promover uma agenda global para fazer frente a globalização hegemônica. As alternativas precisão ser aprimoradas, interligadas e aplicadas para a construção de uma sociedade menos desigual.