Ano novo, tempo de reflexão e de recomeço. Sobretudo, tempo de pensar em qualidade de vida, bem essencial nas sociedades contemporâneas marcadas pela velocidade e intensificação das atividades profissionais e pessoais.
As carências e as ausências de estruturas que propiciem qualidade de vida às pessoas em Ponta Grossa são evidentes e foram debatidas ao longo dos últimos anos, bem como na campanha eleitoral do final do ano passado.
A conjugação de esforço da sociedade civil organizada com os representantes políticos eleitos é fundamental para alterar um cenário desalentador, principalmente às pessoas de menores condições. Vale lembrar que as pessoas mais abastadas viajam internamente ou para o exterior em feriados prolongados e ou férias ou, ainda, desfrutam de clubes ou propriedades particulares com estruturas que proporcionam qualidade de vida. Portanto, a grande maioria das pessoas que reside em Ponta Grossa depende de estruturas e locais públicos arborizados e urbanizados para elevar a qualidade de vida, sobretudo para dar intensidade as ações que costumeiramente são refletidas pelos meios de comunicação.
Os primeiros passos da nova administração municipal apresentam sinais e pistas relevantes no sentido de proporcionar melhor qualidade de vida às pessoas. Diante disto, os moradores precisam acompanhar, participar e elevar o debate sobre os pontos a serem discutidos no intuito de subsidiar os secretários e presidentes das fundações com elementos que melhorem a qualidade de suas vidas.
Para já deixo a minha contribuição a partir das observações pessoais na cidade e noutras que residi e visitei; Inicialmente destaco a criação de estruturas de esporte, lazer e diversão: seja por meio de parques públicos, seja pela urbanização dos trechos da antiga linha férrea. Segundo, ampliar os canais de acesso à cultura e sobretudo fomentar a produção de cultura. Terceiro, estimular a destinação de valores devidos a título de imposto de renda de empresas e pessoas física para projetos culturais e esportivos. Quarto, reativar espaços públicos e revitalizar áreas potenciais à qualidade de vida das pessoas, principalmente próximo aos locais de suas residência. Quinto, implantar programas de conscientização a respeito do meio ambiente e de desenvolvimento sustentável, como a coleta seletiva de lixo e reaproveitamento de materiais. Sexto, promover a prática de esportes continuada como ferramenta de prevenção de doenças e melhoria do sistema de saúde pública. Sétimo, estimular e incentivar o turismo regional, o artesanato local, a economia e o desenvolvimento sustentável e solidário, a partir de programas e ações locais e globais, como a adesão imediata a certificação da nossa região com a titulação da ONU de GEOPARQUE dos Campos Gerais. Oitavo, tornar a cidade vibrante, com energia positiva e melhor o astral, com sorriso estampado nos rostos. Pensar a cidade é pensar na vida de cada um e de toda a coletividade e de que forma cada pessoa pode contribuir para torná-la melhor. As ações sugeridas e muitas outras são ingredientes relevantes na construção de uma sociedade e cidade melhor e mais feliz.
Texto publicado nos jornais
Diario dos Campos
http://www.diariodoscampos.com.br/blogs/artigos/qualidade-de-vida-em-ponta-grossa-4616/
Jornal da Manhã
http://www.jmnews.com.br/noticias/espaco%20publico/42,28905,06,01,qualidade-de-vida-em-pg.shtml
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